domingo, 25 de abril de 2010

Prisões














Presos em gaiolas. Assim muitos se sentem. Olhando o sol a brilhar. Acham dele não fazer parte. Crêem não merecer receber seu calor. A vida passa ao seu redor mas a triste condição as torna inábeis para agir. Não acreditam em seu vôo. Não acreditam em nada.

Seu canto não tem o mesmo tom, o mesmo som do livre. Nem cantam mais. Não acham motivos. As cores de suas asas perderam a cor. O desejo de alçar vôo até em sonhos não mais existe. Não tem nada. Não tem ninguém. Se os tem, neles não confiam. 

Pulos momentâneos no espaço de suas prisões são apenas distrações. Disfarçam a angústia de viver preso. Disfarçam o medo de não saber o que é liberdade. 

Mas o forte brilho do Sol da justiça há muito ilumina gaiolas irreais. Prisões irreais. Há muito os libertou. Ah, se soubessem que suas gaiolas não existem. Ah, se conhecessem a verdade.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32)

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